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Os sete pecados

Os sete pecados

Por Adriana Magalhães | 09/01/2017

Categoria: Mercado Imobiliário

Surgidos antes do Cristianismo, os sete pecados capitais não são bíblicos como muitos pensam. Foi na idade média que surgiram as reflexões acerca das questões morais que abalavam a convivência em sociedade. No entanto, eles foram utilizados pela religião Católica para nortear, compreender e controlar os instintos naturais do ser humano, tornando possível uma relação harmônica entre as pessoas e se aproximarem de Deus. São eles:

A Gula, também relacionada ao egoísmo humano e à cobiça e também à falta de sobriedade causada pelo uso excessivo de bebidas, drogas e comidas.

A Avareza, ou ganância, é o apego descontrolado aos bens materiais, quando a pessoa não se preocupa com o ser, idolatrando o ter.

A Luxúria é o desejo passional por todo o prazer corporal, deixando-se dominar pelas paixões terrenas.

A Ira é o sentimento humano de raiva e ódio de algo ou de alguém. É o forte desejo de causar o mal ou se vingar de outra pessoa.

A Inveja ocorre quando se ignora o que se tem e se deseja exageradamente o que o outro possui: seu status, suas posses, seus talentos.

A Preguiça, negligência e procrastinação levam a pessoa a uma inatividade acentuada.

A Soberba, ou vaidade, está associada ao orgulho excessivo e à arrogância, quando a pessoa se vangloria de tudo que faz, fala ou conquista.
As virtudes correlacionadas que equilibram esses vícios são, respectivamente: temperança, castidade, simplicidade, paciência, bondade, diligência e humildade.
Vocês já devem estar se perguntando porque estou falando de pecados e virtudes na coluna... Porque não tem como separar a vida em partes: social, profissional, comercial, afetivo etc. Somos o que somos, talvez nos educamos para conviver melhor, mas a nossa personalidade não muda, no máximo, molda-se.
Entendo que está no egocentrismo a incapacidade do ser humano de se equilibrar e controlar esses vícios nocivos à sociedade. E o mundo, um país, um governo, uma empresa, um funcionário, um cliente, eu ou você que estiver focado somente em si mesmo, está sofrendo nesses últimos tempos.
A vida nos mostra que os valores fundamentais, ou virtudes, que foram negligenciados, estão sendo resgatados sob pena de prejuízos ou morte, seja de povos ou de empresas...
Acredito que estamos numa fase de transição e de grandes aprendizados. Vou exemplificar algumas percepções de melhorias que começo a vislumbrar nas empresas e no mercado imobiliário, “combatendo os sete pecados”:

  1. Gula x Temperança – empresas superestocadas, que trabalham os imóveis sem reconhecer nichos, só enchendo de ofertas o seu banco de dados, mas sem correta avaliação e análise da documentação imobiliária, estão passando por uma reengenharia, buscando equilíbrio, especialização e exclusividade.
  2. Avareza x Castidade – programas de incentivos e PLR (divisão de lucros e resultados entre funcionários), além do binômio “ganha-ganha” nas transações com distribuição de bônus por metas atingidas estão cada vez mais sendo utilizados nas organizações. A generosidade, ações sociais e voluntárias têm sido valorizadas. As pessoas estão carentes de recursos e de sentimentos e cada um pode ter uma participação para abrandar isso. 
  3. Luxúria x Simplicidade – empresas estão buscando parcerias estratégicas e se especializando no que fazem bem. Clientes estão mais conscientes do que querem e podem. 
  4. Ira x Paciência – clientes, corretores, imobiliárias e construtoras estão mais condescendentes, observadores e cautelosos nas negociações, ouvindo mais e tendo paciência para realizar negócios com mais assertividade. Lidar com patrimônio é coisa séria, já diziam as antigas gerações: “Quem compra terra não erra”, mas desde que compre bem, evitando problemas e brigas futuras.
  5. Inveja x Bondade – porque um projeto foi bem aceito não significa que se você fizer igual terá o mesmo sucesso. A busca por inovação e criatividade é muito mais salutar do que ficar imitando ou criticando negócios, viabilidades de condomínios, valor geral de vendas etc. 
  6. Preguiça x Diligência – quem ficar esperando a crise passar possivelmente deixará de fazer bons negócios. Compradores e vendedores ainda estão muito quietos, inseguros. Por isso os profissionais devem criar demanda, fazer diferente e buscar novos nichos. Esse é o tripé que dará sustentabilidade para o momento atual. 
  7. Soberba x Humildade – acreditar que podem fazer mais do mesmo, que a crise não atingirá quem tem boa reputação no mercado, é um risco muito grande porque a crise não é somente financeira, vai muito além: é moral, de costumes e crenças. Achar que tudo sabe, que é a melhor empresa ou o melhor profissional, que o mundo gira em torno de si é uma arrogância que a vaidade cega pois surgem a cada dia novas tecnologias, novas formas de empreender. O que tende a ser a tônica para os novos tempos é a busca pela essência, pelo que é simples e bom. 

Portanto, nada como o início de um novo ano para refletir e propor mudanças. E no atual momento, as mudanças precisam ser mais intensas e holísticas. O que está ocorrendo no mundo e no Brasil não é uma “marolinha” e sim uma transformação com consequências drásticas na vida de cada um. Sugiro prestar bastante atenção e não menosprezar lições sábias vindas desde a idade média. “Nada muda se você não mudar.” Feliz Ano Novo!

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